Comportamento

Quando a ansiedade e o estresse bloqueiam

Desafios e entrevistas: como superar

Quando a ansiedade e o estresse bloqueiam

Sim, estamos passando por uma crise! E com isso os níveis de ansiedade e estresse ficam cada vez mais altos. Já vivemos numa sociedade cercada de informações, cheia de cobranças e metas. Mas quando isso passa dos limites… 
Com o aumento de demissões, a incansável procura por um emprego e os intermináveis processos de recrutamento e seleção, é preciso ter calma para saber como agir. A psicóloga e Coach Nádia Leite presencia esses casos tanto em seu consultório como na experiência de convivência nos departamentos de recursos humanos e fala:
“Essa não é a primeira nem será a última crise do país. Muito menos se levarmos em conta que temos diversas crises pessoais. O importante hoje é o apoio da família e a busca de seus valores ”. 
Hoje, quem está desempregado é o profissional qualificado, cheio de estudo e até mesmo aquele que está entrando para o mercado de trabalho por necessidade. E quem está empregado também está com medo, pois perder o emprego nesse momento é uma aflição.
Só que a hora que esse momento chegar é preciso, segundo Nádia, parar, pensar, conversar e rever nossa existência e nosso consumo. E nessa hora é preciso se apoiar na família, nos amigos e nas parcerias para conseguir ver as oportunidades, porque a crise pode e deve ser um momento de oportunidades.
Muitos ainda querem manter o status e o padrão de vida. Nessa hora você deve dizer que está desempregado, que precisa da ajuda de todos. E não se fechar, sofrer sozinho. “É normal sofrer, ficar com raiva, passar por um momento de luto, mas se isso durar muito tempo, mais de um mês, daí é necessário buscar ajuda”, alerta Nádia.
E essa é a hora de introspecção, de rever valores, de abrir mão de algo e incorporar outras coisas. Quem sobrevive, quem se adapta com mais facilidade é a pessoa que se ressignifica, aquele que é resiliente e pensa que tudo isso pode transformar sua vida e que pode oferecer mais qualidade de vida.
Já o estresse, ele é saudável quando ajuda a pessoa a sair da zona de conforto, mas não é saudável quando causa um bloqueio na hora de fazer algo diferente. 
Nádia sugere sair dessa, que a pessoa não fique sozinha, busque pessoas positivas, otimistas, que as pessoas façam cursos, mesmo que não sejam na área de atuação, para que a cabeça nunca fique vazia. 
Assim, conseguirão ver novos horizontes. 
A headhunter Ângela Lima tem recebido vagas com muitas exigências que pedem candidatos com muitas qualificações, de preferência multidisciplinares, que tenham um cargo, mas múltiplas funções. 
Entre as áreas que ela mais recebe ofertas solicitam-se perfis mais simples, como para auxiliares e assistentes.
“Hoje, o que vemos em um candidato é boa educação continuada, inglês em desenvolvimento e boa experiência financeira, mas pouca inteligência emocional que saiba reconhecer seus sentimentos e gerenciar suas emoções de maneira positiva. Para um gestor é solicitada, ainda, a inteligência social, ou seja, que, além de se reconhecer, tenha também conhecimento do perfil sentimental e emocional da sua equipe ”, destaca Ângela.
As dicas que a Ângela dá para aqueles que querem conseguir o emprego são: estudar muito, preparar-se para uma oportunidade com responsabilidade e ética, ser empático e
“ter em mente que, quando você está procurando um emprego, você não está pedindo favor a ninguém, na realidade você está vendendo um produto e a sua mão de obra qualificada”.
E a dica final da Ângela é “pense sempre que é apenas uma fase, ninguém nunca fica desempregado para sempre e tenha um plano B”.

 

Como agir na entrevista 

  • Não mentir.
  • Ser você mesmo.
  • Ter postura de vencedor.
  • Dominar a situação estando preparado.
  • Simular a entrevista, treinar.
  • Pensar em todos os detalhes: roupa, fala, currículo.
  • Conhecer a empresa.
  • Ser positivo.

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